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38 |⭐️| O Eco da Traição

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  Samuel seguia pela floresta, tentando localizar o Alfa. O vento carregava um cheiro estranho de tens?o no ar, e ele logo percebeu uma movimenta??o adiante. De forma discreta, aproximou-se da origem do barulho e se escondeu entre as sombras, observando e ouvindo atentamente.

  — FOI AQUELE HUMANO, ALFA! TUDO CULPA DELE, EU AVISEI! — Gritava um lobo grande e imponente, que Samuel logo reconheceu como o Alfa Healer.

  — Healer, controle-se! — Respondeu o Alfa com firmeza.

  — Aqueles traidores sempre ser?o traidores! Agora querem nos derrubar, é inaceitável! — Healer continuava exaltado. — Devemos expulsá-los antes que seja tarde demais!

  — Já chega! — Disse o Alfa, mantendo sua postura calma. — N?o temos provas concretas de que foram eles. Ainda precisamos informar a rainha antes de tomar qualquer decis?o precipitada.

  — Você vai levar aquele humano com você, ent?o! Quero que diga à rainha que isso é culpa dele! — Healer rosnou. — Ele me desrespeitou na frente dos outros alfas, e isso n?o vai ficar assim!

  — Se você n?o consegue controlar suas emo??es, sugiro que se retire agora mesmo. N?o tenho tempo para lidar com explos?es desnecessárias.

  Healer lan?ou um olhar de fúria para o Alfa, mas se retirou resmungando baixinho, batendo as patas no ch?o em sinal de irrita??o. Assim que ele partiu, uma loba de pelagem prateada se aproximou do Alfa.

  — Desculpe por Healer, ele só deve estar estressado com tudo isso... — Disse a loba suavemente.

  — Selara, nós dois sabemos que o comportamento dele n?o é apenas estresse. Ele sempre foi impulsivo e teimoso. — Respondeu o Alfa. — Mas precisamos lidar com isso depois.

  — E o humano, Samuel? — Perguntou Selara, hesitante. — Você realmente confia nele?

  — Sim, e sugiro que você fa?a o mesmo. Samuel arriscou a própria vida por nós, mais de uma vez. Ele n?o merece ser julgado apenas por ser humano.

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  — Eu entendo... Obrigada por sempre estar disposto a ouvir, mesmo quando discordamos. — Disse Selara, tocando levemente a bochecha do Alfa com um gesto de carinho.

  O Alfa suspirou e olhou para os arredores, em seguida falou com mais intensidade: — Samuel, pode sair agora. Sei que está aí.

  Samuel, que observava silenciosamente, deu alguns passos à frente. Seu olhar era sério, mas ele n?o deixou de esbo?ar um pequeno sorriso ao ver a proximidade entre o Alfa e Selara.

  — Essa é Selara, o motivo da minha pressa hoje de manh?. — Disse o Alfa com um tom brincalh?o.

  — Prazer. — Samuel cumprimentou com um leve aceno de cabe?a.

  A conversa rapidamente voltou ao tom sério, enquanto o Alfa explicava: — Quando a rainha souber do lobo infiltrado e do grupo que chegou, é provável que ela venha pessoalmente. A situa??o exige uma decis?o dela.

  — E o que aconteceu com o grupo e com o espi?o? — Perguntou Samuel.

  — O grupo está separado dos demais, por seguran?a. é uma medida temporária, até que a rainha decida o que fazer. Quanto ao espi?o, ele está preso e sendo interrogado pelo Alfa Kai. — Respondeu o Alfa, com firmeza.

  — Entendi. E agora, o que fazemos?

  — Por ora, você deve descansar. Está ferido e precisa se cuidar. N?o podemos arriscar outro confronto enquanto n?o soubermos se há mais infiltrados.

  Samuel hesitou, mas concordou com um aceno.

  — E Alex? Onde ele está? — Quiestiona o Alfa.

  — Ele está na toca da Lumaris. Ele está seguro lá. — Garantiu Samuel. — N?o se preocupe. — E quanto aos outros lobos da alcateia? Eles sabem do espi?o?

  — N?o, e quero manter assim. Divulgar isso só causaria panico desnecessário. Além disso, muitos est?o mais preocupados com você do que com qualquer outra coisa.

  — Entendido. E você, o que fará agora?

  — Vou falar com o líder do grupo recém-chegado. Depois disso, volto para dar notícias. — Respondeu o Alfa.

  Selara se aproximou e se despediu dos dois. — Cuidem-se, ambos. Espero que tudo isso se resolva logo. — Disse antes de se retirar para sua própria alcateia.

  — Vá para a toca e me espere lá, Samuel. Voltarei assim que possível.

  Samuel assentiu e se virou para voltar. Em seu peito, um misto de preocupa??o e determina??o crescia. Ele sabia que o tempo era crucial, mas por ora, tudo o que podia fazer era confiar nos outros.

  Ao chegar à toca, ele se sentou, o cansa?o finalmente o alcan?ando, e esperou pacientemente por alguma notícia.

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